domingo, 3 de fevereiro de 2013

A dificuldade para novas contratações é real?



A busca contínua das organizações por profissionais mais bem preparados, decididos e altamente capazes, é reflexo de um mercado altamente globalizado - e competitivo -, que pressiona os organismos empresariais a buscarem alternativas profissionais no Mercado de Recursos Humanos de modo a obterem respostas imediatas e mediatas à urgência dos fatos.
Na dinâmica desse contexto é possível verificar a acirrada disputa para ocupar as melhores vagas disponibilizadas no mercado de trabalho e, a luz da verdade, muitos querem - e lutam -, mas bem poucos conseguem a tão almejada colocação, especialmente, em razão do nível de exigências vigente.
Em meio a isso, cabe então um questionamento: por que é tão difícil conseguir contratar bons profissionais? Muitos são os fatores ou variantes que influenciam nesse sentido. Contudo, talvez a resposta mais próxima da realidade esteja ligada ao fato que são as pessoas que fazem a diferença nas organizações, o que por sua vez potencializa a dificuldade inicial, já que encontrar a pessoa certa, na hora certa, para ocupar o lugar certo, não é tarefa das mais simples. Até porque, tem-se como agravante o fato que cada organismo empresarial tem suas características peculiares, e encontrar profissionais “prontos”, que possam de imediato, colocar suas competências e conhecimentos a serviço do negócio, é: se não impossível, no mínimo, difícil.
Processos e sistemas podem ser copiados, pessoas não. Mas, decerto, as empresas buscam profissionais que detenham competências, habilidades e conhecimentos que lhes sejam uteis, complementares, e que lhes possibilitem atingir seus propósitos organizacionais no alinhamento dos objetivos de ambos: organizações e colaboradores.
De modo geral, os atributos profissionais desejados pelas empresas comportam aspectos que tem como base a aptidão técnica, ou grau de conhecimento quanto à atividade que irá desempenhar, com foco em resultados. Características envolvendo a visão sistêmica do negócio, capacidade de gerir de forma produtiva os relacionamentos, no trabalho e fora dele, e para atuar com base em valores éticos, se colocam como um diferencial nessa busca.
Esse novo ambiente do mercado sugere tomadas de decisão que contemplem discussões sobre o que pode ser vendido e comprado, se a tudo é possível atribuir um preço ou não, de modo que no processo seletivo, mais especificamente nas entrevistas, não há mais espaço para respostas prontas, sem conexão com a nova realidade do cotidiano mercadológico.
Portanto, pessoas com apurado senso crítico, ético, e que detenham capacidade técnico-profissional com real poder de transformar oportunidades em resultados, com efetiva lucratividade para o negócio, se posicionam entre os melhores candidatos a um lugar no mercado de trabalho atual.
Muito obrigado e até a próxima postagem.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O contexto criativo das organizações atuais


Nas últimas décadas, especialistas tem sustentado a necessidade do emprego em larga escala da criatividade no meio empresarial para seu desenvolvimento e adaptação às novas realidades de mercado.
Por outro lado, observa-se que por longo período houve resistência em adotar um posicionamento nesse sentido, o que se justifica no perfil austero assumido pela maioria das organizações em razão das teorias de administração que contemplam as visões taylorista e fordista, excetuando aquelas, consideradas de vanguarda, que atuam no segmento da Tecnologia da Informação.
 As organizações dessa área, TI[1] – principalmente as voltadas para o desenvolvimento de softwares ou produtos e serviços correlatos -, perceberam a importância do “recurso humano” e de manter os processos administrativos adaptados às suas reações ante às novas situações da vida e até as situações antigas. E, assim, buscaram estabelecer um relacionamento, empresa/colaborador, de modo a favorecer a criatividade com foco na produtividade organizacional.
As interferências da forma do homem de perceber a si, e o mundo que o rodeia, com consequente abalo na natureza comportamental, no universo organizacional, são relatadas por Jacob Levi Moreno (1999) quando este defende a existência da espontaneidade criativa, ou seja, a capacidade de reação do homem, de forma nova, a situações novas e, de forma diferente a situações antigas, sem contudo desprezar a criatividade.
A repercussão disso no meio organizacional mecanicista, por outro lado, tem se mostrado nociva, visto que, em muitas situações, as pessoas vão trabalhar sabendo que não devem interferir de forma direta no trabalho dos colegas, o que sugere não ter ideias ou que não são pagas para isso, ou até mesmo em razão da liderança autocrática exercida.
O fato é que, no contexto organizacional da atualidade, de elevada competitividade, advinda da globalização e da busca incessante e crescente pelo cliente, algumas práticas gerenciais adotadas não consideram as características peculiares de cada organismo empresarial, talvez em função do aligeiramento de sua implementação ou da busca por resultados imediatos.
Em meio a isso, até mesmo a criatividade fica sem espaço, visto ser muito comentada, difundida, mas, contudo, nem sempre posta em prática, o que per si dificulta o desenvolvimento e a sustentabilidade organizacional. Outro aspecto a ser lembrado, está relacionado ao fato de certas organizações tomarem a criatividade apenas como mais uma ferramenta voltada para o sucesso empresarial, desprezando o fato que ela se conforma como um processo dinâmico e, portanto, responsável pelo trabalho contínuo de inovação organizacional, que demanda uma cultura de maior participação de todos os setores e uma visão sistêmica de gestão.
Sobre a gestão, e sua eficácia, pode-se afirmar que ela significa a tomada de decisão sobre recursos disponíveis e, para tanto, deve-se trabalhar com e através de pessoas para atingir objetivos, tendo em conta as informações obtidas pelos profissionais envolvidos no processo, no contato com os mais variados meios disponíveis.
Nesse contexto, as principais funções administrativas, como a fixação de objetivos, a análise e solução dos problemas, organização e alocação de recursos – humanos, tecnológicos, financeiros etc. -, liderança e direção, entre outras, são sustentadas pelos elementos do processo administrativo, ou seja, planejar, organizar, dirigir e controlar.
Muito obrigado e até a próxima postagem.
Bibliografia
HAMEL Gary; Prahalad C. K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. São Paulo: Campus, 1995.
MORENO, J. L. Psicoterapia de grupo e psicodrama. 3. ed. São Paulo: Livro Pleno, 1999.
PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.


[1] Tecnologia da Informação
  

sábado, 24 de novembro de 2012

Logística Empresarial



Responsável pela gestão e provimento de recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa, a Logística Empresarial coloca-se como fundamental no processo administrativo das organizações, de modo que sua concepção organizacional holística permite melhor desempenho no gerenciamento dos recursos materiais, financeiros e pessoais.
O fato é que em tudo que envolve compra e entrada de materiais, planejamento de produção, armazenamento, transporte e distribuição dos produtos, monitoração de operações e gerenciando informações, a logística está presente.
A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto da aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável (BALLOU, 2001, p24).
Essa definição de logística de Ronald H. Ballou, dado a sua abrangência, remete a concepção de atividade de alto risco, visto que na administração logística é observada a possibilidade de furto, roubo, dano, infiltração e sabotagem, ações criminosas que podem colocá-la em cheque.
 Esta constatação revela a importância da organização trabalhar a análise de riscos, como também desenvolver um sistema de segurança, e um plano emergencial, capaz de prever ou minimizar as ocorrências antes apontadas, ou mesmo outras que por ventura venham a surgir, reagindo de forma ponderada e assertiva.
Para a redução do lead time[1] entre o pedido, a produção e a demanda, dentro do novo enfoque empresarial, a Logística apresenta-se como direcionador do desempenho otimizado nas empresas, visto que sua meta principal é reduzir custos e tempos, sem comprometer a qualidade dos produtos e serviços, focando suas atividades na satisfação dos clientes.
A Logística tem sua atividade dividida em dois blocos:
a) Atividades primárias - transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos. De acordo com Ballou (2011, p24) “estas atividades são consideradas primárias porque ou elas contribuem com a maior parcela do custo total da logística ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística”.
b) Atividades de apoio – suportam as atividades primárias - armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, suprimentos, planejamento e sistema de informação. Na visão de Ballou (2011, p25) “Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços, há uma série de atividades adicionais que apóia estas atividades primárias”.
Muito obrigado e até a próxima postagem.
Bibliografia
BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 2011.
BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003.
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.


[1] Tempo decorrido entre o inicio do processo e seu término. O lead time está intimamente ligado ao contexto de produção.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Arranharam sua reputação ou carreira? E agora?


Considerando a relevância do tema abordado, resolvi transcrever matéria publicada na seção “Artigo – RH Portal”, do site http://www.rhportal.com.br/, que trata da questão envolvendo comentários maldosos – ou simples fofoca - nas organizações.
Às vezes, os profissionais, de todas as áreas, têm suas atuações – ou carreiras – prejudicadas por críticas, quase sempre infundadas, promovidas por colegas de trabalho que, dado a sua incompetência profissional e relacional, buscam difamar ou desmerecer o talento do outro.
A inveja é um dos atributos da fraqueza e da incompetência humana, por isso é uma prática tão comum nas relações de trabalho - e mesmo fora delas. Daí surge a seguinte questão: se não é possível livrar-se do invejoso e do mau caráter, como reagir ante as situações de conflitos que eles provocam no ambiente organizacional ou no mercado de trabalho?
O artigo do RH Portal sugere algumas ações e comportamentos que podem nos auxiliar nessas situações constrangedoras e, muitas vezes, danosas a nossa reputação e carreira.
“Reputação em risco no trabalho: como agir
Da crítica à conspiração contra a sua reputação na carreira nem sempre há um longo percurso. E basta um comentário maldoso (e muitas vezes injusto) para que a sua imagem profissional fique em risco. Mas qual é o comportamento adequado para este tipo de situação? Especialistas respondem:
1 - Para além da rádio peão - Antes de entrar em desespero e querer abrir um buraco para se esconder, avalie a veracidade e a relevância sobre os comentários negativos tecidos a seu respeito. 'Neste caso, a pessoa precisa se certificar se realmente existe uma ação orquestrada contra ela. Percebido isso, deve sair do campo da dúvida para a certeza', afirma o coach Homero Reis.
Confrontar a pessoa que traz essa informação para você é o primeiro passo. 'Pergunte se o que ela está dizendo é verdade, se é importante e que tipo de benefício este dado irá lhe trazer. Se a pessoa não tiver uma resposta, você já cortou a fofoca pela raiz. Você neutraliza uma difamação', afirma o consultor Kharim Khoury, autor do livro 'Vire a página – Estratégias para resolver conflitos' (Editora Senac). 'Você precisa obrigar essa pessoa se posicionar. É uma maneira de cortar a rádio peão'.
2 - Controle suas reações - Confirmados todos os boatos, a hora é de colocar em ordem todos os sentimentos em relação ao caso. Nestas circunstâncias, é normal sentir raiva, tristeza e outras emoções negativas. Mas você não pode se deixar levar por elas.
Para isso, é essencial 'conhecer bem a si mesmo e saber quais são as suas fortalezas', afirma Irene Azevedo da LLH| DBM. 'Aquele que conhece a si mesmo e ao outro não perde nenhuma batalha porque consegue prever os próprios comportamentos'.
3 - Chame para uma conversa - Com a cabeça em ordem, chame o autor das supostas estratégias para minar sua reputação para uma conversa. Uma franca conversa, diga-se de passagem. Dependendo do caso, vá acompanhado de uma testemunha de confiança.
Neste momento, fique despido de toda vontade de pular no pescoço da pessoa, ou dito de uma maneira mais elegante, acusá-la de acabar com a sua reputação. Seja diplomático e equilibrado. Nada de partir para o ataque.
Uma dica é usar a técnica dos postos. A ideia é entrar para a discussão com a ideia de que os dois lados tem posições legitimas e que devem, juntos, construir uma terceira via. 'Não precisa chegar a um consenso, mas, sim, a um ajuste de possibilidades', afirma Reis.
4 - Se não resolver ... Continue fazendo seu trabalho da melhor maneira possível de forma que não tenham o que falar contra você. Agora, se o cenário se agravar e todas as possibilidades de negociação forem exauridas, vale recorrer a uma via judicial por dano moral”.
Muito obrigado e até a próxima postagem.
Fonte: http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=qtmjir2xd